Como a Copa Energia transformou infraestrutura em capacidade estratégica?
Tratar esse tema isolado é um dos erros que mais colocam operações críticas em risco. Veja como a Copa Energia pensa diferente.
Tratar infraestrutura, segurança e resiliência como temas isolados é um dos erros que mais colocam operações críticas em risco. Veja como a Copa Energia pensa diferente.
Empresas que mantêm infraestrutura, segurança e resiliência em áreas separadas tendem a descobrir as lacunas dessa estrutura apenas quando algo falha.
O problema, na maioria dos casos, não está na ausência de tecnologia, está na ausência de uma visão integrada entre esses três pilares.
Neste episódio do InsightCast, Mauricio Canteiro, Coordenador de Infraestrutura & Cloud da Copa Energia, com 22 anos de trajetória em ambientes como BTG Pactual e Colgate Palmolive, discutiu de forma direta o que muda quando esses temas deixam de ser tratados de forma fragmentada e passam a compor uma agenda única de gestão estratégica de TI.
O que acontece quando infraestrutura e segurança ainda operam em planos separados?
A fragmentação entre as áreas de infraestrutura e segurança não é apenas um problema técnico, ela gera retrabalho, sobreposição de ferramentas e fricção que prejudica diretamente o negócio. Mauricio viveu isso na prática em diferentes momentos da carreira e foi categórico sobre o tema:
“Quando você pega um cenário onde existe uma maturidade em que essas áreas são complementares, onde elas de fato andam de mão dada, acho que é o melhor dos mundos em termos de economia, em termos de eficiência, em termos de segurança efetivamente.”
Na Copa Energia, a área de segurança da informação opera de forma independente da infraestrutura, mas com integração deliberada. As duas áreas compartilham ritos de reunião, conversam sobre projetos em andamento e, principalmente, envolvem segurança desde o início de qualquer implementação, e não na reta final, quando mudanças geram atrito e atrasos.
Para entender melhor como essa transição acontece na prática e o que diferencia uma área de TI reativa de uma que influencia decisões estratégicas, em nosso blog exploramos Como IA e dados transformaram a precificação no Grupo Gmill?
Em que momento infraestrutura deixa de ser suporte e passa a ser capacidade estratégica do negócio?
Historicamente, infraestrutura é a área que só é lembrada quando algo para de funcionar. Mauricio reconhece esse cenário com clareza:
“Infraestrutura é uma área que não tem muito glamour, e o pessoal só lembra da gente quando dá problema. Mas quanto menos eu tiver enfiado em problema no dia a dia e eu tiver mais conectado com a área de negócio, mais valor vou ter para a companhia.”
Essa transição exige uma postura diferente do profissional de TI: sair do ambiente técnico, ir ao chão de fábrica e entender as operações de perto. Foi exatamente o que aconteceu na Copa Energia durante um projeto de modernização de rede que envolveu todas as localidades da empresa.
Em ambientes críticos, o que deve ser prioridade?
O que o episódio traz é uma perspectiva direta sobre onde as empresas mais erram nesse equilíbrio: na forma como tratam backup e estratégia de restore.
“O backup sempre foi um patinho feio. Ficava lá, alguém operava, mas ninguém realmente olhava para aquilo. Hoje você já tem que olhar diferente. O backup é a última barreira de proteção. Se todos os seus controles falharem, a única garantia que você tem de restaurar sua operação é com backup.”
Como Mauricio destaca, a tecnologia pode entrar em contingência, mas o negócio, na maioria das vezes, não está em contingência. A pergunta que precisa chegar à mesa dos decisores é direta: se precisar restaurar o ambiente inteiro da noite para o dia, a empresa tem infraestrutura e agilidade para isso?
Que tipo de liderança uma operação moderna exige hoje?
Gerenciar essa transição exige um tipo específico de liderança: aquela que transita com fluência entre o técnico e o executivo.
Mauricio trabalhou ativamente para questionar processos repetitivos dentro da sua equipe, substituir tarefas operacionais por automações e liberar os profissionais para focar no que gera valor.
A lógica é direta: quanto mais o time está desonerado da operação cotidiana, mais tempo e energia sobram para entender o negócio, antecipar problemas e propor melhorias com impacto estratégico.
Da operação de suporte à capacidade estratégica
O episódio com Mauricio Canteiro é uma referência para líderes de TI que enfrentam o desafio de modernizar sem comprometer a estabilidade, integrar segurança sem travar projetos e desenvolver times capazes de falar tanto a língua da infraestrutura quanto a do negócio.
A discussão não se limita à escolha de tecnologias, ela trata de como construir uma operação com maturidade suficiente para sustentar o crescimento e responder com consistência quando o inesperado acontece.