No episódio “Operação e resultado no dia a dia do negócio”, do InsightCast, Patrick Rosa, Head de Tecnologia e Eficiência Operacional do Grupo Litoral, apresenta uma visão estruturada sobre como aproximar tecnologia do negócio real, em uma operação que combina dois segmentos distintos: distribuição de energia solar e importação têxtil.

O debate mostra que gerar resultado com tecnologia passa por três pilares: proximidade com o negócio, estrutura de processos antes da automação e uma liderança capaz de traduzir dores operacionais em projetos concretos.

Onde começa a eficiência operacional?

Ao contrário do que muitos pensam, eficiência não começa na tecnologia, começa no entendimento profundo dos processos que movem o negócio.

Durante o episódio, Patrick reforça que colocar tecnologia onde não existe processo estruturado é um caminho direto para o desperdício:

“Se a gente entende a dor do negócio, a gente pode gerar esses resultados. Se a gente não entender, a gente vai implementar tecnologia que não resolve nada.”

No Grupo Litoral, isso significou ir além do papel tradicional da TI, a área passou a atuar com squads dedicados às frentes que mais geram resultado, para que a tecnologia seja entregue com mais velocidade e mais alinhamento com as expectativas reais de cada área.

Como aplicar tecnologia em contextos operacionais distintos?

Um dos aspectos mais relevantes do episódio é a complexidade de operar em dois segmentos com características tão diferentes: placas solares e tecidos importados da China.

Na distribuição de energia solar, o desafio está na entrega em locais de difícil acesso, fazendas em estradas rurais, instalações em regiões afastadas, com uma margem operacional estreita que exige eficiência em cada etapa.

Na parte têxtil, o obstáculo identificado está na entrada das informações dos produtos: os tecidos chegam com dados no padrão do fornecedor chinês e precisam ser convertidos para a base interna, um processo que hoje ainda gera lentidão desde o recebimento até a entrega ao cliente.

O episódio traz dois casos concretos que ilustram como a tecnologia, quando aplicada sobre processos bem mapeados, move o ponteiro do resultado.

Quais projetos geraram impacto mensurável?

O primeiro foi um projeto estruturante de estabilização do ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial) , que vinha apresentando paradas recorrentes com impacto direto na operação. Ajustes de clusterização resolveram o problema e trouxeram a estabilidade que a operação precisava para crescer sem travar.

O segundo caso envolve os mais de 200 vendedores da Fotus Energia, cada um operando pelo próprio WhatsApp. Gerenciar a qualidade do atendimento nessa escala era inviável sem tecnologia.

A solução foi um projeto de monitoramento com IA que analisa as conversas em tempo real e entrega insights para o vendedor durante o próprio atendimento, orientando como conduzir a conversa com o cliente no momento em que ela está acontecendo.

O que diferencia tecnologia aplicada de tecnologia decorativa?

Patrick falou sobre o que diferencia projetos que funcionam: a área de tecnologia precisa sair do papel de resolvedora de chamados e assumir o papel de geradora de problemas novos, aqueles que só existem porque os problemas antigos foram resolvidos.

“Tem problema que tem que ser resolvido porque é muito mais legal você falar de problemas novos. Chegar em um bate papo, e dizer: me conta uma sua dor que talvez eu possa te ajudar com tecnologia.”

Projetos que geram resultado compartilham características comuns: processo mapeado antes da automação, proximidade real com as áreas de negócio, liderança envolvida na operação e tecnologia usada como acelerador, não como substituta do entendimento do negócio.

Quer assistir ao episódio completo?

Ouvir no Spotify – InsightCast – Operação e resultado no dia a dia do negócio #18