Ataques digitais raramente acontecem por acaso. Na maioria das vezes, eles exploram falhas conhecidas, acessos mal controlados ou decisões que foram sendo adiadas ao longo do tempo. O problema é que esses erros nem sempre são visíveis no dia a dia da operação e só se tornam claros quando o impacto já está instalado.

Empresas de todos os portes convivem com ambientes cada vez mais conectados, uso de nuvem, acessos remotos e integrações entre sistemas. Quando a segurança não acompanha esse ritmo, pequenas brechas se transformam em portas abertas para ataques.

Neste artigo, reunimos os erros de segurança mais comuns que colocam empresas em risco e explicamos como evitá-los de forma prática.

Tratar segurança como algo pontual

Um dos erros mais frequentes é encarar a segurança como um projeto isolado, e não como um processo contínuo. Muitas empresas investem em ferramentas, mas não revisam regras, acessos ou configurações ao longo do tempo.

Ambientes mudam, usuários entram e saem, sistemas são atualizados. Quando a segurança não acompanha essas mudanças, surgem lacunas que acabam sendo exploradas.

Excesso de permissões e acessos desnecessários

Permissões acumuladas são um risco silencioso. Usuários que mantêm acessos antigos, contas genéricas compartilhadas ampliam o impacto de qualquer incidente.

Se uma credencial for comprometida, o invasor herda todos os acessos associados a ela. Controlar quem acessa o quê, por quanto tempo e com qual nível de permissão reduz significativamente esse risco.

Falta de visibilidade sobre o ambiente

Não é possível proteger o que não se enxerga. Muitas empresas não têm clareza sobre quais serviços estão expostos à internet, quais sistemas se comunicam entre si ou quais dados trafegam fora do ambiente interno.

Essa falta de visibilidade dificulta a identificação de falhas de configuração, serviços esquecidos e acessos indevidos que permanecem ativos por longos períodos.

Ambientes expostos sem monitoramento contínuo

Firewalls, antivírus e controles de acesso são importantes, mas sem monitoramento constante, incidentes passam despercebidos. Tentativas de acesso suspeitas, comportamentos fora do padrão e movimentações internas podem ocorrer sem qualquer alerta.

Monitorar eventos de segurança permite agir antes que uma falha evolua para um incidente maior.

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Falhas de configuração em sistemas e aplicações

Grande parte dos ataques explora erros simples de configuração. Portas abertas sem necessidade, APIs sem autenticação adequada, bancos de dados publicados para testes e nunca revisados.

Esses erros costumam surgir por falta de processos de revisão e validação técnica. Sem auditorias recorrentes, essas brechas permanecem ativas por tempo suficiente para serem exploradas.

Subestimar o risco do erro humano

Ataques de phishing, engenharia social e uso indevido de credenciais continuam sendo um dos principais vetores de ataque. Um clique em um link malicioso ou o envio de informações sensíveis por engano pode comprometer toda a rede.

Quando não há orientação clara sobre boas práticas de segurança, o ambiente fica mais vulnerável, independentemente das tecnologias adotadas.

Não ter plano de resposta a incidentes

Outro erro recorrente é não saber como agir quando algo acontece. Sem um plano definido, as respostas são improvisadas, o tempo de contenção aumenta e os impactos se multiplicam.

Um plano de resposta organiza ações, define responsabilidades e reduz o tempo de exposição em situações críticas.

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Confiar apenas em backup como proteção

Backup é importante, mas ele não impede ataques. Empresas que acreditam estar protegidas apenas por terem cópias dos dados ignoram riscos como indisponibilidade prolongada, vazamento de informações e interrupção da operação.

Backup faz parte da estratégia, mas precisa estar integrado a controles de segurança e recuperação de desastres.

Como reduzir esses riscos no dia a dia

Evitar esses erros exige mais do que ferramentas isoladas. É preciso alinhar processos, tecnologia e acompanhamento contínuo.

Entre as práticas que ajudam nesse caminho estão:

  • revisão periódica de acessos e permissões
  • monitoramento constante do ambiente
  • auditorias técnicas de configuração
  • definição clara de políticas de segurança
  • integração entre segurança, backup e continuidade

Essas ações reduzem a superfície de ataque e aumentam o controle sobre o ambiente.

Nossa experiência em segurança e infraestrutura

Há mais de 22 anos, acompanhamos de perto os desafios de infraestrutura e segurança enfrentados por empresas que não podem lidar com improvisos. Atuamos com soluções em segurança digital, conectividade e data centers, sempre a partir de uma análise cuidadosa do ambiente e dos riscos envolvidos, respeitando a dinâmica real da operação.

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